“Devaneios” é uma sequência da trajetória de Jonas Bloch como artista, que busca na aquarela e nanquim mais uma forma de expressão.
Conhecido por sua carreira de ator, Jonas Bloch também é artista plástico, formado em Belas Artes pela UFMG.
A crítica e artista plástica Isis Fernandes Braga assim descreve o trabalho de Jonas:
Quem não conhece Jonas Bloch, o famoso ator de Cinema, Teatro e Televisão e também autor e diretor? Porém, conhecê-lo para falar de sua outra face, a face quase desconhecida, a do artista plástico, escultor, desenhista, pintor, isso é outra tarefa.
Jonas, o amigo, Jonas, o carioca mais mineiro que eu já encontrei. Jonas, um homem simples, Jonas o artista que transita entre o mundo real e o mundo onírico. Quem é Jonas?
Quando está representando, Jonas se transforma em outra pessoa. Ele sai de seu próprio mundo real e se transmuta em alguém existente apenas na imaginação do autor, e ele a traduz e a torna real.
Quando artista plástico, Jonas deixa sua imaginação voar, seus sonhos se tornarem reais, representados de forma tátil, seja usando o grafite, o nanquim, a aquarela ou a ecoline.
E, quando escultor, ele usa materiais inusitados, em “assemblages”, descontruindo e construindo o seu sujeito. Jonas é um representante da moderna vertente do surrealismo, movimento literário surgido na Europa, imaginado pelo poeta Andre Breton (1896/1966), autor do “Manifesto Surrealista” de 1924, no qual defende um pensamento livre, baseado no inconsciente, representando sonhos.
Trata-se da tradução do onírico, do inusitado, do inconsciente em artes plásticas ou em poesia.
O imaginário poético de Jonas Bloch é livre e surreal, representado em traços, cores e muito talento. Este é Jonas Bloch, um artista plural.
"Devaneios" fica em cartaz no Museu Casa dos Contos de Ouro Preto/MG de 28 de janeiro a 5 de março, de terça a domingo, entre 10h e 19h. A entrada é